quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

Lavagem nocturna





saber-te
e não saber nada

ver-te
e de cada vez seres um outro

desenhar-te
e a imagem explodir em mil reflexos
breves

e não saber
e não ver
e não tocar


e não escrever
mais nada

2 comentários:

Ramiro Conceição disse...

Grande poema!

Cheguei aqui via "Varal de Idéias"

Um abraço

Ramiro Conceição

Silvestre Gavinha disse...

Muito lindo.
Vim diretamente do Admiradores de Varais.
Grande abraço
Marie