quarta-feira, 31 de Maio de 2006

Técnicas e Ferramentas - Molas






segunda-feira, 29 de Maio de 2006

Secagem instântanea no estendal!



Está de ananases!

Mas ainda faltam algumas provas globais, os exames de Matemática e Português e os exames de 11º e 12º ano. No caso destes últimos, verdadeiros ritos de passagem dos tempos modernos, culminam um ano de investimento e dedicação sem exemplo antes ou depois. Tudo é à toa e desarticulado neste sistema de ensino. Sucessivas reformas, adaptações, erros crassos, leviandades e mesmo crimes produziram este monstro que cilindra gerações e as deixa mais pobres e mais ignorantes. O ME, porém, descobriu em cada cidadão um frustrado, desejoso de ajustar contas com aquele(a) professor(a) que odiou. E, nos últimos tempos, de forma concertada e doseada, com a imbecilidade cúmplice das organizações sindicais, tem sustentado esta verdadeira catarse pública!

sábado, 27 de Maio de 2006

Lavagens terminadas (ou interrompidas?)





Hey, That's No Way To Say Goodbye

I loved you in the morning, our kisses deep and warm,

your hair upon the pillow like a sleepy golden storm,

yes, many loved before us, I know that we are not new,

in city and in forest they smiled like me and you,

but now it's come to distances and both of us must try,

your eyes are soft with sorrow,

Hey, that's no way to say goodbye.


I'm not looking for another as I wander in my time,

walk me to the corner, our steps will always rhyme

you know my love goes with you as your love stays with me,

it's just the way it changes, like the shoreline and the sea,

but let's not talk of love or chains and things we can't untie,

your eyes are soft with sorrow,

Hey, that's no way to say goodbye.


I loved you in the morning, our kisses deep and warm,

your hair upon the pillow like a sleepy golden storm,

yes many loved before us, I know that we are not new,

in city and in forest they smiled like me and you,

but let's not talk of love or chains and things we can't untie,

your eyes are soft with sorrow,

Hey, that's no way to say goodbye.

Leonard Cohen

sexta-feira, 26 de Maio de 2006

Traição bonita na lavandaria



A amizade é bonita e comove. Comove ver como a amizade nos permite compreender, perdoar e só ver, de ver mesmo com os olhos e a razão, aquilo que os amigos têm de bom. O procurador Varela Gomes é amigo (ou gostava de ser?) de José Luís Judas e de Jorge Coelho e, se calhar de António Santo (ainda mais bonito) e sendo assim já se percebe as afirmações que produziu e o acordão que assinou. Percebe-se e compreende-se. Afinal os gregos e o bem comum, os romanos e a coisa pública, já foi há muito tempo e esta declinação de república e democracia nas bordas da Europa é temperada com sal atlântico e picante africano! No fundo somos mesmo todos magrebinos! Ainda por cima devotos de Baco.
A amizade é mesmo bonita. Vamos lá a ver se continua assim linda. É que há tanta roupa suja ainda por lavar! Daquela com nódoas difíceis de sair, dos comes e bebes! De muito sarro nos colarinhos!De vincos lustrosos devido às posições manhosas! De bolsos deformados de tanto serem usados! Da gordura nos punhos ensebados!
Pequeno enxaguamento: Se o candidato José Lamego tem ganho as eleições autárquicas o que não teria sido de amizade e carinho no município de Cascais!

quinta-feira, 25 de Maio de 2006

Lavagens bucólicas



Há aqui pouca convicção! Pouca convicção na lavagem, na troca de olhares, na falsa displicência do moço, na bovinidade dos animais....

Mas talvez seja má-vontade ou desconhecimento destas encenações rurais. Afinal um alguidar já está cheio de roupa lavada e o rapaz está praticamente dentro de água....


quarta-feira, 24 de Maio de 2006

Técnicas e Ferramentas - Galeria



World of clothespins, Danil Dovgoborets

terça-feira, 23 de Maio de 2006

Lavandaria traída II



Ainda a propósito do despacho do procurador Varela Martins, do tribunal de Cascais...
Quanto às conclusões do magistrado, ou estas definem claramente a natureza dos seus interesses nesta questão, ou indiciam problemas que o deveriam manter longe dos tribunais.
E já agora, relembro mais uma das tais permutas que NÃO lesaram nem o município nem ofenderam o interesse público:
Os terrenos camarários, no Alto da Parede, junto ao quartel, onde se armazenavam contentores e materiais avulsos, com esplendorosa vista sobre a baía de Cascais e a barra do Tejo, e onde provavelmente se deveria construir espaço verde para usufruto da população, que apenas dispõe do provecto Parque Morais, junto à estação da CP (doado ao município por benemérito privado), foi "permutado" por um, certamente não menos esplendoroso terreno, em Tires, de área inferior, ao senhor A. Santo. O facto de tal permuta estar viciada por erros de forma, incluindo o de não ter sido aprovada em sede de assembleia municipal, é coisa de somenos e certamente se enquadra na jurisprudência do procurador Varela Martins.
O lucro é uma coisa terrível quando comparado com um saudável prejuízo.... e os concursos públicos, uma maçada e contratempo, anacrónico mesmo, nestes tempos de procuradores Varela Martins! À revelia da lei, da moral e dos usos e costumes!

segunda-feira, 22 de Maio de 2006

Estendal com camelo



Quem terá sido o dromedário que concebeu a presente campanha publicitária a uma infeliz marca de automóveis, na qual um recém-casado devolve ao progenitor a noiva, afirmando ter chegado à conclusão que ela, afinal, não lhe serve...
Há muito que não se via na pequena pantalha (apesar dos recentes e porfiados esforços) tamanha boçalidade e tão asinina. Num campo em que até os nossos maiores, como Pessoa, intervieram com génio, é obsceno e profundamente revoltante. Para quem, como nós, considera os automóveis, carroças, parece-nos que há marcas que ofendem até as cavalgaduras!

domingo, 21 de Maio de 2006


Lavandaria traída



Estendais, 'Jardins' da Parede
A Polícia Judiciária e a Inspecção Geral de Finanças haviam confirmado aquilo que os munícipes de Cascais sabiam desde há muito: a conduta irresponsável, delirante e criminosa de José Luís Judas, presidente da Câmara Municipal de Cascais durante dois negros mandatos. Dos processos que então lhe foram movidos, um acaba de ser arquivado. Às acusações de adminstração danosa, corrupção e outros crimes, envolvendo permutas de terrenos, plano de realojamento e o imperador do betão, Américo Santo, entendeu o procurador Varela Martins não haver suficientes provas, tendo mandado arquivar o processo.
A urbanização 'Jardins' da Parede é um desses casos. Demolida a degradada e indigna Quinta da Tainha, e realojados os moradores, construíram-se... 'jardins' de betão e condomínios fechados com um índice de ocupação que transpôs a Brandoa para S. Pedro do Estoril. À época, os cidadão ainda tentaram reagir. O semanário Expresso deu voz ao construtor civil, que afirmou candidamente incluir o empreendimento um jardim maior que o do Casino Estoril e centenas de fogos para realojamento.
Basta ir lá. O jardim é um relvado com parque infantil e espelho de água, cuja comparação com os jardins do Estoril seria hilariante se não fosse simplesmente cínica. Quanto às centenas de fogos de realojamento, é contá-los, a caminho do Alto da Parede: são 45 (quarenta e cinco).
Estão previsto mais 4.500 habitantes neste 'Jardim' de betão. O acesso à Marginal, entretanto construído, permite algum escoamento de trânsito, embora tenha implicado o encerramento do acesso pela estação de S. Pedro. Na direcção da Parede, os engarrafamentos são constantes e a circulação matinal e vespertina, um martírio. O mesmo se pode afirmar um pouco por todo o resto do concelho, agravado aos fins de semana com os forasteiros. A construção indiscriminada, a sistemática demolição de moradias e construção de condomínios sobreocupados, promovendo a segregação e destruindo a rua como espaço público, explorando habilmente o deslumbre e a idiotice da classe média, constitui um dos legados de José Luís Judas e aquele pelo qual jamais será responsabilizado.
Quanto aos seus crimes, suspeitamos aqui na lavandaria, que entre a prescrição e o arquivamento se consumará a sua traição. Maldito seja.

sábado, 20 de Maio de 2006


Lavandaria solidária



Estendal em Rafah, Palestina

sexta-feira, 19 de Maio de 2006



Lavagens controladas



quinta-feira, 18 de Maio de 2006

Estendal com pássaro





BIRD ON THE WIRE

(from 'SONGS FROM A ROOM')

Like a bird

on the wire,

like a drunk in a midnight choir

I have tried

in my way

to be free.

Like a worm

on a hook,

like a knight from some old fashioned book

I have saved

all my ribbons

for thee.

If I,

if I have been unkind,

I hope that you can just let it go by.

If I,

if I have been untrue

I hope you know it was never to you.

Like a baby,

stillborn,

like a beast

with his horn

I have torn

everyone

who reached out for me.

But I swear

by this song

and by all that I have done wrong

I will make it all up to thee.

I saw a beggar leaning on his wooden crutch,

he said to me,

"You must not ask for so much."

And a pretty woman leaning in her darkened door,

she cried to me,

"Hey, why not ask for more?

"Oh like a bird on the wire,

like a drunk in a midnight choir

I have tried

in my way

to be free.

Leonard Cohen, Stranger Music Inc. (BMI).

quarta-feira, 17 de Maio de 2006

Galeria Lavandaria




Corde à linge, Lac Stevens

terça-feira, 16 de Maio de 2006

Lavagens elegantes


Requinte e elegância na lavandaria. Quem não quer ser lavadeira assim?!?!

segunda-feira, 15 de Maio de 2006


Estendal emprestado


Recebemos aqui na lavandaria muita roupa suja. Às vezes, nos bolsos, rebuçados, chaves, moedas, lembretes, papéis esquecidos. Não resistimos a pendurar este no estendal!

"Caro senhor manuel ribeiro. Li com algum atraso a sua crónica de 24 de Abril (sic) no notícias magazine, por ocasião de recente passagem pelo cabeleireiro (estes cabeleireiros de subúrbio com pretensões intelectuais que disponibilizam as revistas de fim de semana dos jornais são mesmo assim, pindéricos!). Fiquei espantada e quase comovida com a sua perspicácia e entendimento do universo escolar. Devo, porém, dizer-lhe que as sugestões que refere há muito que são desenvolvidas nas escolas. Ao contrário do que pensa, contudo, os espaços discretos e recônditos que menciona são raríssimos e ferozmente defendidos pelos alunos, que há muito deles se apropriaram. É uma prepotência insultuosa, que se radica na crescente desautorização que oprime os corpos docentes. Por outro lado, e como menciona, a presença feminina atingiu níveis intoleráveis que deviam ser objecto de resolução paritária. Quando comecei, não era assim, o ratio já era desfavorável mas ainda proporcionava ocasião para extraordinários momentos de libido libertadora. Refiro-me, naturalmente, aos conselhos de turma, aos conselhos de grupo e, sobretudo, às reuniões gerais. Quanto às recentes normas que obrigam à permanência nas congestionadas salas de professores, pois calculo que imaginará o nosso deleite pela aumento de circunstâncias favorecedoras a contactos de maior proximidade...
Permita-me, ainda assim, que rectifique alguns pontos que, certamente de boa fé, reporta erradamente. Quando não estão a leccionar, não é nos centros comerciais que poderá encontrar as volúveis docentes, mas nas tabernas, que, como decerto não ignora, se localizam estrategicamente perto dos estabelecimentos escolares e que constituem hoje, mais do que nunca, a referência mais castiça e ameaçada do património cultural luso.
Para terminar permita-me que reforce uma das suas pertinentes observações: Não fora o amparo diário e reconfortante da série com acúcar da TVI, e a crença desesperada de que um dia, graças a um casting milagroso da 5 de outubro, lá possa ensinar, e não sei se conseguiria continuar a levar de ânimo leve esta nobre profissão.
Posto isto, bem haja e creia-me, sua fiel admiradora. Maria Messalina, professora de português, perdão, língua portuguesa e latim".

domingo, 14 de Maio de 2006


Galeria Lavandaria



Canal e mulheres lavando, Vincent Van Gogh

sábado, 13 de Maio de 2006


História e Poesia na Lavandaria





O que um verso demora!
A esta mesma hora,
Quantos poetas, como eu, à espera!...
Passou o inverno, veio a primavera,
Deitou-se a noite, ergueu-se a madrugada,
E a voz
de todos nós
Cativa na garganta estrangulada!
Nenhum sinal no céu de próximo milagre;
Os adivinhos mal nos adivinham;
E os restantes humanos,
Há infinitos anos
Que apenas tecem
A teia da rotina,
Como o instinto os ensina.
E resta-nos a força
Que empurra os cegos contra a claridade.
Ter confiança é deslaçar metade
Do nó do tempo que o destino aperta.
Suprema descoberta
Doutros que no passado não desesperaram,
E foram premiados, e cantaram.
Miguel Torga

sexta-feira, 12 de Maio de 2006

Estendal de primavera em Lisboa





Há dias em que as palavras surgem aos trambolhões e quase deixam de fazer sentido. É quando os gestos lhes tomam o lugar e o olhar o peso de mil discursos. Nessas alturas o céu é mais azul e a luz mais clara e a brisa mais perceptível. E se esquecermos horários e obrigações é quase certo afogarmo-nos não no Tejo mas em Lisboa tão mais bonita.

quinta-feira, 11 de Maio de 2006

Lavandaria paritária


Eu também, desde que o homem esteja lá!

quarta-feira, 10 de Maio de 2006

Lavandaria futurama

terça-feira, 9 de Maio de 2006


Poupando energia nas lavagens




Enquanto o cartel das petrolíferas e a especulação financeira global fazem disparar os preços dos combustíveis, temperados com o fantasma do nuclear e a tibieza (ganância?) do governo português em desenvolver outras energias renováveis, bem podemos ir fazendo humor enquanto pagamos as contas e endividamos os nossos filhos.

segunda-feira, 8 de Maio de 2006


Lavagens manuais II


Laundromat, Jason Michael




E de súbito desaba o silêncio.

É um silêncio sem ti,
sem álamos,
sem luas.

Só nas minhas mãos
ouço a música das tuas.

Eugénio de Andrade

domingo, 7 de Maio de 2006

Lavagens manuais



sábado, 6 de Maio de 2006


Na lavandaria não se lavam canídeos!





Desde que a ministra Rodrigues tomou posse, que as mudanças nas escolas se fazem primeiro na praça pública, de preferência com este mundo e o outro a perorar de forma acintosa, e só depois, via normativos legais, é que chegam aos estabelecimentos escolares.
Está a ser agora o caso com- tal como titulou a imprensa escrita e proclamaram os telejornais - os professores faltosos. Ora os professores faltosos vão desde os docentes que acompanham visitas de estudo - sim, sendo-lhes frequentemente marcadas faltas, que depois justificam - até aos que sofrem imprevistos no trânsito, passando pelos que se ausentam para cumprir obrigações legais ou por motivos de saúde.
Desde sempre que, à semelhança dos outros funcionários públicos, estas ausências são comunicadas ao superior hierárquico. Se não o são, existem mecanismos para garantir que o sejam.
Quanto às visitas de estudo, por exemplo, aqui na lavandaria achamos que a escolaridade básica deve incluir visitas de estudo obrigatórias: museus, empresas e outras instituições locais e nacionais. Estas visitas são programadas, planeadas e aprovadas pelos orgãos pedagógicos. Deveriam os custos ser suportados pela escola mas há muito que nem os alunos apoiados pelo Estado o são. E se os pais não podem ou não querem custear esta aula no exterior (quantas vezes são os próprios professores a custear essa despesa!...), os alunos ficam na escola, desenvolvendo tarefas indicadas pelo(s) professor(es), mesmo quando este(s) entendem que todos deviam participar na visita!
Aos professores, com excepção da turma que acompanham, é-lhes marcada falta nas outras turmas que não se ausentam e a quem, natural e frequentemente, deixam tarefas a desenvolver.
Porque é que este assunto interno, mais que regulamentado e previsto, é apresentado à população como um castigo a prevaricadores, é coisa que aqui não entendemos. Professores faltosos? Claro que os há. Como há funcionários faltosos, empregados faltosos, chefes faltosos e patrões faltosos.
Activem-se, pois, os mecanismos que permitem minorar os efeitos negativos destes abusos - se o são - e deixemo-nos de emitir sound bytes para a sarjeta!
Mudemos de detergente na 5 de Outubro!

sexta-feira, 5 de Maio de 2006

Lavando no divã

Existe, entre os portugueses, uma tendência inata para o martírio, que a psicologia confunde frequentemente com masoquismo e que a Igreja, desde os primeiros tempos do cristianismo, estranhamente pouco aproveitou. É verdade que esta tendência sempre foi compensada com um instinto de sobrevivência fortíssimo, fruto das vicissitudes e provações várias que vagas de forasteiros e refugiados foram encontrando até chegarem a este último reduto antes do imenso oceano. O mesmo se aplicando aos autóctones que, ao longo de séculos, os acolheram e suportaram.

Não tendo, pois, a Igreja sabido ou podido enquadrar esta tendência lusitana, ela quase se perdeu, ressurgindo aqui e ali em momentos históricos propícios, em que brotou em todo o seu esplendor.

Vivemos presentemente um deles, particularmente favorável, e no qual duas instituições, uma pública e outra privada, se degladiam para trazer ao de cima todo este imenso potencial para o martírio. Trata-se do Ministério da Educação e da TV Cabo.

O primeiro, ao extirpar dos programas oficiais a literatura, substituindo-a pela análise de textos, proporciona aos futuros cidadão uma verdadeira formação bietápica em martiriologia: imaginemos, quanto ao texto jornalístico, a leitura da compilação de crónicas do emérito José Manuel Saraiva ao longo do 2ºciclo, 3º ciclo e secundário!

Quanto à TV Cabo, nem é preciso puxar pela imaginação!...Aceitam-se crónicas de desespero, revolta e depressão, tantas quantas as que já ouvimos a amigos e conhecidos, desconhecidos e mesmo inimigos. Quanto a nós, na lavandaria, temos várias.E milagres também. Para não falar de exorcismos e mistérios avulsos. Mas, impedidas de usufruir directamente das possibilidades disponibilizadas pelo ME, guardamos avaramente as experiências proporcionadas pela TV Cabo. Bem haja!

quinta-feira, 4 de Maio de 2006

Freud na lavandaria


quarta-feira, 3 de Maio de 2006


Tristão e Isolda na lavandaria ou

Lavando o amor a ocidente...
(o Denis de Rougemont que nos desculpe....)




Deitados lado a lado, envoltos nas fadigas do dia.
Paisagem fresca e calma onde passam histórias irrealizáveis,
o sono repousava sobre nós.
Nenhuma espada precisava de nos separar.
Um peso delicioso, pesando na minha perna despertou-me.
Reconheci o teu pé.
Soube então, por um homem e uma mulher que se
conhecem, o que era estar deitado lado a lado.

Ernesto Sampaio

terça-feira, 2 de Maio de 2006

Outros estendais




segunda-feira, 1 de Maio de 2006


Lavandaria 1º de Maio


José Afonso


Maio maduro Maio
Quem te pintou
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou
Raiava o Sol já no Sul
E uma falua vinha
Lá de Istambul
Sempre depois da sesta
Chamando as flores
Era o dia da festa
Maio de amores
Era o dia de cantar
E uma falua andava
Ao longe a varar
Maio com meu amigo
Quem dera já
Sempre depois do trigo
Se cantará
Qu'importa a fúria do mar
Que a voz não te esmoreça
Vamos lutar
Numa rua comprida
El-rei pastor
Vende o soro da vida
Que mata a dor
Venham ver, Maio nasceu
Que a voz não te esmoreça
A turba rompeu